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Mercado de moda íntima 2023: tendências e desafios

Mercado de Moda Íntima 2023: Tendências e Desafios

Por

Fernanda Lima

19 de fev. de 2026, 00:00

Editado por

Fernanda Lima

17 minutos de leitura

Começando

O mercado de moda íntima é um segmento em constante transformação, impulsionado tanto por mudanças culturais quanto pelas inovações tecnológicas. Em 2023, testemunhamos movimentações significativas que refletem o comportamento dos consumidores, a entrada de novos players e a adaptação dos canais de venda às demandas digitais.

Este artigo tem como objetivo apresentar um panorama detalhado desse mercado, abordando os principais temas que interessam a profissionais como traders, investidores, analistas e consultores. A partir de dados confiáveis e exemplos práticos, será possível entender os desafios atuais, as oportunidades emergentes e as estratégias que têm se mostrado eficazes.

Detailed market analysis showcasing intimate apparel trends and consumer preferences
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Entender o mercado de moda íntima em 2023 não é apenas uma questão de acompanhar tendências, mas de interpretar os sinais que apontam para a evolução do setor e suas potencialidades de crescimento.

Ao longo dos próximos capítulos, vamos discutir os principais aspectos que moldam esse cenário, desde o comportamento do consumidor até a análise da concorrência e dos canais de distribuição. Dessa forma, esperamos oferecer informações relevantes que facilitem a tomada de decisões e o planejamento estratégico de quem atua nessa área.

Panorama Geral do Mercado de Moda Íntima em

Para compreender o mercado de moda íntima em 2023, é fundamental analisar seu panorama geral. Essa visão amplia o entendimento sobre o tamanho do mercado, os principais influenciadores e as mudanças que impactam o setor. Ao se ter uma base sólida dessa análise, traders, investidores e analistas conseguem calibrar melhor suas estratégias e aproveitar oportunidades concretas.

Por exemplo, um investidor interessado em marcas independentes pode se beneficiar ao saber quais segmentos estão em crescimento e onde os grandes players concentram sua atuação. Já para consultores, essa compreensão facilita a indicação de ajustes em portfólios de produtos alinhados com comportamento atual dos consumidores.

Crescimento e Tamanho do Mercado

Dados recentes de faturamento

O faturamento do mercado de moda íntima brasileiro em 2023 manteve um crescimento constante, superando os 8 bilhões de reais, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Esse aumento reflete não só a retomada econômica pós-pandemia, mas também a diversificação dos produtos oferecidos.

Outro ponto relevante é o crescimento do segmento plus size e moda confortável, que contribuiu significativamente para a expansão das vendas. Marcas como Loungerie e Plié exploraram bem essa fatia, garantindo maior volume através de coleções mais inclusivas.

Compreender esses números ajuda stakeholders a direcionar investimentos para nichos promissores e a prever tendências futuras de consumo.

Principais players do setor

No topo do mercado, nomes como Hope, Valisere e DeMillus continuam liderando graças à forte presença tradicional e inovação em seus portfólios. No entanto, marcas independentes como Dona Joana e Ouseuse vêm ganhando força, apostando em design diferenciado e práticas sustentáveis.

Esses players mostram diferentes abordagens: os gigantes apostam em campanhas amplas e expansão das linhas, enquanto as novas marcas se destacam pelo contato direto com o consumidor, especialmente pelas redes sociais.

Para investir ou atuar no mercado, é essencial entender como esses players influenciam tendências e estratégias de preço, ajudando a posicionar melhor produtos e serviços.

Fatores que Influenciam o Mercado

Mudanças culturais e sociais

Nos últimos anos, a mudança no comportamento do consumidor trouxe mais demanda por diversidade e inclusão no mercado de moda íntima. O movimento body positivity, por exemplo, fez crescer a procura por peças que valorizam diferentes tipos físicos, rompendo padrões antigos.

Além disso, as gerações mais jovens mostram preferência por marcas engajadas socialmente e ambientalmente, o que força o setor a se adaptar rápida e autenticamente.

Esse cenário exige que varejistas e fabricantes renovem suas coleções com representatividade real, o que impulsiona desde o design até estratégias de marketing.

Impacto econômico

O cenário econômico brasileiro, marcado por inflação moderada e mudanças na renda disponível, influencia diretamente as decisões de compra. O consumidor que antes focava apenas no preço hoje avalia qualidade e durabilidade, buscando peças que tragam maior custo-benefício.

Também é notável que a concorrência com produtos importados mais baratos pressiona o mercado nacional a inovar, seja na oferta de tecidos tecnológicos ou no atendimento personalizado.

Compreender esse equilíbrio ajuda marcas a ajustar suas estratégias de preço e posicionamento para não perder espaço.

Conhecer o panorama geral do mercado não é só saber números, mas entender os movimentos do consumidor e adaptações que o setor precisa fazer para se manter competitivo e rentável.

Tendências de Consumo na Moda Íntima

No mercado de moda íntima em 2023, entender as tendências de consumo é fundamental para quem atua no setor. Com o consumidor cada vez mais exigente, as escolhas vão muito além da estética: conforto, consciência ambiental e influência digital estão moldando um novo perfil de compra. Compreender essas tendências ajuda marcas e investidores a alinharem estratégias que realmente conversam com o público atual.

Busca por Conforto e Funcionalidade

Preferência por tecidos naturais

Uma das grandes demandas atuais na moda íntima é o uso de tecidos naturais, como algodão orgânico e modal. Esses materiais oferecem respiração melhor para a pele, reduzindo irritações e mantendo o corpo fresco, principalmente em climas mais quentes. Além disso, eles agregam um apelo de saúde e bem-estar, o que vem conquistando consumidores que buscam peças para o dia a dia, sem abrir mão do conforto. Marcas como a Lupo Intimates têm apostado em linhas com algodão pima, que é mais macio e resistente, mostrando que investir em tecidos naturais pode ser um diferencial competitivo.

Modelos que valorizam o bem-estar

Além do tecido, o design das peças tem mudado para priorizar o conforto. Modelos sem costura, com cinturas mais altas ou que evitam elásticos apertados são tendências que ganham espaço. Isso mostra que a moda íntima deixou de ser apenas sobre aparência e passou a se preocupar com como o produto afeta o dia a dia do consumidor. Linhas focadas em bem-estar — como a coleção "Comfort Fit" da Hope Lingerie — trazem peças que se adaptam aos movimentos naturais do corpo, tornando a experiência de uso mais agradável. Essa abordagem prática ajuda a criar fidelidade e diferencia as marcas no mercado.

Sustentabilidade e Moda Íntima

Materiais ecológicos usados

A crescente preocupação ambiental tem levado a uma busca por materiais ecologicamente corretos. Além do algodão orgânico, o cânhamo e a fibra de bambu ganham espaço por serem renováveis e terem menores impactos na produção. Incorporar esses tecidos significa não só diminuir a pegada ambiental, mas também atender consumidores que consideram a sustentabilidade um fator decisivo na compra. Uma prática comum é a utilização de tingimento natural ou técnicas que economizam água, como adotado por marcas como a Insecta Shoes, que também se expandiu para moda íntima sustentável.

Marcas que adotam práticas sustentáveis

Marcas como a 284 Lingerie e a Chita Brasil têm se destacado ao promover processos sustentáveis ao longo da cadeia, do uso consciente de matéria-prima ao investimento em embalagens recicláveis. Essas empresas costumam comunicar essas práticas de forma transparente, criando uma conexão com consumidores que priorizam responsabilidade social e ambiental. Essa tendência não é passageira; é resultado de uma demanda real do mercado que valoriza a integridade e a ética na produção.

Influência das Redes Sociais no Consumo

Promoção de produtos por influenciadores

O Instagram, TikTok e outras redes sociais continuam puxando as vendas do setor de moda íntima por meio de influenciadores que apresentam produtos de forma mais próxima e real. Consumidores tendem a confiar em opiniões de influenciadores que parecem autênticos e que compartilham suas experiências com as peças, mostrando aspectos como conforto, durabilidade e estilo. Nomes como Camila Coutinho e Bianca Andrade influenciam diretamente as escolhas de marcas, impactando campanhas e lançamentos.

Competitive landscape and sales channels highlighting growth opportunities in lingerie sector
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Interação com o público

Além da promoção direta, as redes sociais oferecem um canal direto para ouvir o público, entender tendências emergentes e ajustar coleções em tempo real. Marcas que investem em respostas rápidas e interação ativa — seja por comentários ou enquetes — conseguem fidelizar e criar comunidades engajadas. Essa relação mais próxima ajuda a captar insights sobre preferências, como cores favoritas ou modelos desejados, facilitando a criação de coleções que conversam diretamente com o consumidor final.

Somar a busca por conforto, a sustentabilidade e a influência digital não é desafio simples, mas quem alinhar esses elementos estará na vanguarda da moda íntima em 2023 e anos seguintes.

Segmentação e Perfil do Consumidor

Entender a segmentação e o perfil do consumidor é essencial para quem quer navegar no mercado de moda íntima de 2023 com mais precisão. Isso porque, sem saber quem compra o quê, onde e por quê, qualquer estratégia de produto ou marketing fica no escuro. A segmentação ajuda a identificar os grupos com maior potencial, enquanto o perfil consumidor revela gostos, necessidades e comportamentos que podem orientar o design, preço e comunicação. Por exemplo, uma campanha focada em jovens adultos naturalmente terá que conversar de modo diferente do que uma dirigida para mulheres maduras.

Faixas Etárias com Maior Demanda

Jovens adultos

Os jovens adultos formam um dos públicos mais ativos na moda íntima, sobretudo pela maior disposição em experimentar estilos e buscar inovação. Eles valorizam conforto, mas também querem peças que expressem personalidade e sejam “instagramáveis”. Isso explica o sucesso de marcas como Amaro e Hope, que investem em lingerie com design moderno e diversidade de cores. Para esse grupo, estratégias que envolvem redes sociais e influenciadores digitais funcionam bem, além de uma boa experiência no e-commerce e no mobile.

Mulheres maduras

Já as mulheres maduras buscam mais conforto e qualidade, mas sem abrir mão da elegância. Marcas como Valisere falam bem com esse segmento ao oferecer modelos que combinam suporte, tecidos sofisticados e acabamentos que garantem durabilidade. Esse público, muitas vezes, investe em peças específicas para ocasiões especiais, preferindo lojas físicas onde possam receber um atendimento personalizado e experimentar os produtos com calma.

Preferências de Compra por Região

Diferenças regionais no Brasil

No Brasil, os hábitos de compra de moda íntima mudam bastante conforme a região. No Sul e Sudeste, clientes tendem a buscar mais variedade e marques tradicionais, já que o poder aquisitivo geralmente é maior. No Nordeste, a preferência por tecidos leves e modelos mais frescos cresce, devido ao clima quente, assim como o interesse por marcas locais que reflitam a cultura regional.

Impacto cultural local

A cultura local influencia fortemente as escolhas do consumidor. No Rio de Janeiro, por exemplo, a moda praia se mistura com a moda íntima, fazendo com que peças como tops e bodies ganhem mais espaço. Em São Paulo, a diversidade cultural cria um mercado dinâmico, que acolhe desde o clássico até o mais ousado. Conhecer essas nuances é vital para que varejistas e investidores acertem no mix de produtos e na comunicação direcionada a cada mercado.

Conhecer a fundo a segmentação e o perfil do consumidor é o que pode transformar um investimento em uma aposta segura no mercado de moda íntima.

  • Dica para traders: focar em pesquisas locais e monitorar redes sociais para captar as tendências regionais em tempo real.

  • Para investidoras: considerar o potencial de crescimento dos segmentos por faixa etária e região ajuda a direcionar recursos com mais retorno.

Essa análise detalhada serve como um guia prático para entender o consumidor em 2023 e evitar apostas às cegas, facilitando decisões acertadas na moda íntima.

Canais de Venda e Distribuição

Os canais de venda e distribuição são a espinha dorsal para qualquer segmento do varejo, e na moda íntima isso não é diferente. É nesses canais que a indústria conecta seus produtos aos consumidores, garantindo o acesso às peças, a variedade necessária e uma boa experiência de compra. Estruturar esses canais com eficiência representa a diferença entre uma marca que apenas sobrevive e uma que cresce de forma sustentável.

Importância do E-commerce

Nos últimos anos, as vendas online ganharam espaço significativo no mercado de moda íntima. Plataformas como Dafiti e Zattini, por exemplo, mostraram que o consumidor está cada vez mais confortável em comprar lingerie pela internet, buscando praticidade e diversidade de opções.

  • Crescimento das vendas online: A comodidade é o motor desse crescimento. Segundo dados da Euromonitor, o comércio eletrônico no Brasil para moda íntima avançou cerca de 25% em 2023, impulsionado pelo aumento da confiança do consumidor e pela melhora das interfaces das lojas virtuais. O fato de o cliente poder escolher entre dezenas de modelos, tamanhos e cores sem sair de casa é um diferencial difícil de superar.

  • Desafios logísticos: Entretanto, vender lingerie online não é só anunciar e esperar. Entregar produtos delicados que não sofram danos durante o transporte, garantir trocas e devoluções rápidas e gerenciar o estoque são problemas reais para gestores. Muitas marcas investem em embalagens reforçadas e em centros de distribuição regionais para reduzir o prazo de entrega, algo que faz toda a diferença numa compra tão íntima quanto esse tipo de peça.

"No comércio de moda íntima, a agilidade na entrega e a facilidade de troca podem ser decisivas para fidelizar o cliente." – experiência comprovada por marcas de sucesso.

Lojas Físicas e Experiência do Cliente

Apesar do e-commerce crescer, as lojas físicas mantêm seu valor por oferecer uma experiência que o digital ainda não consegue replicar completamente.

  • Atendimento personalizado: Muitas consumidoras valorizam uma consultoria na hora da compra, seja para encontrar o tamanho ideal ou descobrir modelos que valorizem seu corpo. Lojas como a Hope oferecem atendimento especializado, com vendedoras treinadas para ajudar nesse processo, o que aumenta a satisfação e reduz o índice de devoluções.

  • Ambientes de compra: Além do atendimento, o espaço físico pode influenciar fortemente a decisão de compra. Ambientes bem planejados, com iluminação agradável e cabines confortáveis, ajudam a criar um clima de confiança e exclusividade, algo que lojas como a Intimissimi têm investido para se destacar. O aroma, a música e até pequenos mimos, como um café, contribuem para fidelizar o cliente.

Em resumo, a combinação inteligente entre e-commerce eficiente e presença física com foco na experiência do consumidor está se mostrando a fórmula mais adequada para quem quer crescer no mercado de moda íntima. Entender as particularidades de cada canal e investir neles com foco na satisfação do cliente é uma estratégia que traz retornos concretos para varejistas e marcas.

Análise da Concorrência no Setor

Entender a dinâmica da concorrência é essencial para qualquer atuação no mercado de moda íntima em 2023. A análise da concorrência ajuda empresas e investidores a identificar forças e fraquezas dos players existentes, reconhecer lacunas no mercado e antecipar movimentos estratégicos de concorrentes. Isso permite decisões mais acertadas sobre posicionamento, desenvolvimento de produto e campanhas de marketing.

Além disso, ao observar o comportamento das marcas tradicionais e dos novos entrantes, é possível traçar cenários realistas para o crescimento e adaptação da empresa dentro de um segmento tão competitivo.

Marcas Tradicionais e Sua Presença

Histórico no mercado

Marcas tradicionais como Hope, Valisere e Lupo têm raízes profundas no mercado brasileiro de moda íntima. Elas conquistaram consumidores ao longo de décadas, principalmente por sua confiabilidade e qualidade comprovada. Esse histórico confere a elas um prestígio que as novas marcas muitas vezes demoram para obter.

Por exemplo, a Hope mantém uma base sólida de clientes que valorizam conforto e durabilidade, adquiridos pela reputação construída desde os anos 1960. Essa confiança é um ativo difícil de ser replicado rapidamente por novos entrantes.

Ter um histórico consistente não só fortalece a marca, mas também cria barreiras naturais para concorrentes que tentam ingressar no segmento mais tradicional.

Adaptação às novas tendências

No entanto, só ter tradição não basta: as marcas mais antigas precisam se mexer para não ficar no retrovisor. A adaptação às tendências, como à crescente demanda por sustentabilidade e ao uso intensivo das redes sociais, é vital.

A Valisere, por exemplo, vem investindo em coleções feitas com algodão orgânico e estratégias digitais que dialogam diretamente com o público jovem, mostrando que tradição e inovação podem caminhar juntas.

Para os investidores, analisar como marcas tradicionais se reinventam é sinal de resiliência e capacidade de manter relevância em um mercado que muda rápido.

Novos Entrantes e Marcas Independentes

Inovação em design

Marcas independentes como a Naja ou a Loungerie trazem ao mercado propostas mais arrojadas, explorando modelos diferentes e acabamentos exclusivos que fogem do convencional. Essa inovação se traduz em peças que aliam estética diferenciada com conforto, algo que muitos consumidores buscam atualmente.

Essa criatividade acaba funcionando como diferencial competitivo interessante para ocupar nichos ainda pouco explorados pelas grandes marcas.

Estratégias diferenciadas

Além do design, esses novos players apostam em estratégias fora do padrão, como campanhas feitas em plataformas digitais com influenciadores segmentados, vendas por assinaturas mensais, ou ainda customização de peças conforme preferência do cliente.

Um exemplo real: a marca Make a Move lançou coleções cápsula com tecidos tecnológicos para aulas de yoga, e isso os posicionou rapidamente como referência no segmento fitness de lingerie — um mercado em crescimento.

Para quem investe, reconhecer essas estratégias inovadoras ajuda a identificar startups e marcas que podem crescer aceleradamente ou tornar-se interessantes parceiras no futuro.

Ao analisar a concorrência, o melhor caminho é observar não só quem está no mercado, mas como cada marca atua, se reinventa e qual experiência entrega ao consumidor. Isso fundamenta decisões mais seguras e contribui para o bom desempenho dentro da moda íntima.

Desafios e Oportunidades para Varejistas

O setor de moda íntima vem crescendo de maneira consistente, mas os varejistas enfrentam uma série de desafios que exigem respostas rápidas e estratégicas. Ao mesmo tempo, esse ambiente turbulento abre espaço para oportunidades valiosas. Entender essas dinâmicas é fundamental para quem quer se manter relevante e competitivo no mercado atual.

Varejistas precisam lidar com a crescente concorrência, principalmente vinda do mercado internacional e de novos modelos de negócio, enquanto aproveitam o interesse crescente dos consumidores por produtos personalizados e inovadores. A seguir, vamos explorar dois aspectos cruciais que moldam esse cenário: a concorrência com produtos importados e a inovação em produtos e serviços.

Concorrência com Produtos Importados

Preços e qualidade

Produtos importados frequentemente entram no mercado brasileiro com preços agressivos, especialmente devido a políticas cambiais favoráveis ou custos de produção mais baixos em outros países, como China e Índia. No entanto, nem sempre o preço baixo vem acompanhado de qualidade equivalente, o que pode ser uma vantagem para marcas brasileiras que investem em matéria-prima local e rigorosos controles de qualidade.

Por exemplo, a Good Look, marca nacional, tem destacado suas peças produzidas com algodão orgânico brasileiro, enfatizando conforto e durabilidade, o que justifica preços um pouco mais altos em comparação a produtos chineses baratos que desgastam rápido. Varejistas precisam educar seus clientes sobre essa diferença de valor e justificar preços com clareza, mostrando como qualidade superior impacta no conforto e na longevidade da peça.

Preferências do consumidor

Além de preço e qualidade, o comportamento do consumidor é um ponto-chave. Muitos compradores ainda preferem marcas nacionais por oferecerem maior facilidade de troca e ajuste, além de uma conexão cultural e de identidade. Contudo, usuários mais jovens, especialmente da geração Z, tendem a se interessar por tendências globais e marcas internacionais, influenciados pelo acesso simultâneo a redes sociais e e-commerces.

Varejistas que entendem essas nuances podem segmentar seu público e equilibrar o mix de produtos entre importados competitivos e nacionais de alto valor agregado. Oferecer consultoria personalizada e criar experiências exclusivas na loja pode ser uma forma de fidelizar clientes que valorizam o atendimento e o apoio local.

Inovação em Produtos e Serviços

Personalização

A personalização está se tornando um diferencial decisivo na moda íntima. Consumidores hoje querem peças que não só sirvam bem, mas que se alinhem com seu estilo único e suas necessidades específicas, desde tamanho, cor, até detalhes como tipos de costura e estampas.

Marcas como a íntima Brasileira Lupo estão investindo em tecnologias para oferecer produtos personalizados via e-commerce, onde o cliente escolhe medidas e características antes da fabricação. Esse modelo reduz o desperdício e aumenta a satisfação do consumidor, criando uma relação mais estreita entre marca e cliente.

Para os varejistas, incorporar esse tipo de serviço pode significar o aumento da margem, além de construir lealdade. Investir em treinamentos para ajudar o consumidor a descobrir seu estilo e preferências é fundamental.

Tecnologia aplicada à moda íntima

O uso de tecnologia vai além da personalização. A adoção de ferramentas como inteligência artificial para atendimento via chatbots, análise de dados para prever tendências e estoques, além de realidade aumentada para provas virtuais, está mudando o jeito de comprar moda íntima.

Por exemplo, a startup brasileira Anys é destaque ao oferecer provadores virtuais que ajudam o consumidor a experimentar modelos diferentes por meio do celular, evitando dúvidas e devoluções. Isso representa uma enorme vantagem competitiva no e-commerce, especialmente para itens tão pessoais quanto roupa íntima.

Varejistas que investem nessas tecnologias ganham em agilidade, eficiência e satisfação do cliente, consolidando sua posição num mercado cada vez mais digital e exigente.

Compreender os desafios e oportunidades da concorrência com produtos importados e da inovação em produtos e serviços é essencial para o sucesso no mercado de moda íntima. Os varejistas que se adaptam e investem em valor agregado estão um passo à frente para prosperar em 2023 e além.

Perspectivas de Crescimento para e Além

Com o mercado de moda íntima em constante evolução, olhar para as perspectivas de crescimento em 2024 e nos anos seguintes é fundamental para quem atua no setor. Essa análise não apenas ajuda a entender onde investir, mas também revela quais nichos e tecnologias vão ditar o ritmo do mercado. Para varejistas, investidores e analistas, acompanhar essas tendências garante uma postura competitiva e alinhada às demandas reais dos consumidores.

Setores em Expansão dentro da Moda Íntima

Moda plus size

A moda plus size na categoria de moda íntima tem ganhado força considerável, impulsionada por um público que busca peças que realmente se encaixem e valorizem o corpo, sem abrir mão do conforto. Marcas como a Gris e a Intimissimi já vêm investindo pesado nesse segmento, adaptando modelagens e oferecendo tecidos mais elásticos, que respeitam a diversidade corporal. Para investidores, esse setor representa uma oportunidade concreta, já que a demanda por tamanhos maiores passa longe de ser um nicho, sendo sim uma fatia importante do consumidor atual.

Linha fitness e bem-estar

Outro campo com crescimento constante é a linha fitness e bem-estar dentro da moda íntima. Peças que unem suporte, respirabilidade e liberdade de movimentos atraem consumidores que buscam conforto para o dia a dia, além do uso em atividades físicas. Marcas como a Lupo e a Hope têm lançado coleções específicas para esse público, usando tecidos tecnológicos que evitam o acúmulo de suor e aumentam a durabilidade. Os varejistas que apostam aqui tendem a capturar um grupo de consumidores muito alinhado com tendências de saúde e autocuidado, o que torna a estratégia bastante lucrativa.

Impacto das Novas Tecnologias

Realidade aumentada para provas virtuais

A adoção da realidade aumentada (RA) para provas virtuais tem mudado a forma como o consumidor experimenta produtos online. Plataformas que oferecem essa tecnologia permitem que os clientes visualizem os modelos no corpo por meio do smartphone ou computador, contribuindo para diminuir a taxa de devoluções e aumentar a satisfação. A Riachuelo e a Renner são exemplos de varejistas que já testam essa tecnologia, oferecendo experiências mais interativas. Para o comerciante, isso significa menor custo operacional e melhor percepção da marca.

Inteligência artificial no atendimento

O uso da inteligência artificial (IA) no atendimento ao cliente tem trazido respostas rápidas e personalizadas, algo que diferencia as marcas no segmento de moda íntima. Chatbots e assistentes virtuais conseguem tirar dúvidas sobre medidas, indicar produtos conforme o perfil e acompanhar o processo de compra 24 horas por dia. A Hering, por exemplo, utiliza IA para oferecer recomendações personalizadas, resultando em aumento de vendas e fidelização. Investir nessa tecnologia pode ser decisivo para quem quer aumentar a eficiência e melhorar a experiência do consumidor.

Observar essas tendências é como ter um mapa atualizado do terreno onde se pisa — para varejistas e investidores, é mais do que vantajoso, é questão de sobrevivência no mercado de moda íntima.

De olho nas particularidades destes setores e tecnologias, é possível traçar estratégias mais certeiras e garantir relevância no mercado em 2024 e nos anos que virão.